segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

MIRANTE ILUSORIUM

Eu não quero acreditar que voce esta mentindo para mim.
Não quero acreditar que suas virtudes não são suas,
Não posso crê que seu sorriso não é sincero,
Que sua vinda não é saudade,
Que sua partida não é obrigação.

Não quero acreditar que seu calor é ilusão,
Que seu corpo pulsa em desalinho do seu coração,
Não quero dar credibilidade ao toque singular de suas mãos,
Nem na falsa possibilidade da cumplicidade fictícia de nossa confabulação.
Que um dia voce vai dizer que eu confundi...

Eu quero te falar como me sinto com relação a nós dois,
Contar dos planos, sonhos utópicos de um futuro promisor,
Sonhos dos quais você é parte.
Mas voce parte,
E me parte, o coração.

Se você hesita em dizer que me ama,
Hora ou outra, eu calarei também,
É certo que ninguém devaneará nos sonhos que não tem.
Não quero pensar que é apenas matéria,
Não quero culpa-lo por ainda amar... Ela.

Eu sinto medo as vezes,
Porque não é como no principio,
Principio do desapego.
Quando você quiser ir embora...
Temo que não saberei como aceitar.

Temo que não poderei abrir-lhe a porta para deixá-lo sair,
Temo que ao dá-me as costas, não à poderei fechar...
Temo que tenha perdido o controle dessa vez.
Temo ainda que perderei o que jamais tive de você.
Eu não quero acreditar.

Eu não quero acreditar.

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